Ainda, sob o efeito da ressaca das festas juninas/2009, enquanto ser comum, mas, antes de tudo, como um forte e apaixonado nordestino, inquietos e embevecidos com o que acabamos de acompanhar pela televisão, em rede nacional, e, também, por ter participado dando uma espiadinha nos arraiás da microrregião de Jacobina, cá ficamos a meditar:

“pôxa, como são belas e fortes as raízes de nossa gente; como são ricas a nossa história e as nossas manifestações religiosas e culturais; que momento único, mais uma vez, o Brasil experimentou e viveu, de modo particular, o seu povo nordestino!!!

Por força da integração midiática nacional – afinal, somos uma aldeia global - dada a sua relevância na economia nacional, ano após ano, essa plural e diversificada característica de raízes do brasileiro não consegue escapar aos holofotes de outras regiões, igualmente, ricas e fortes, culturalmente, resultando, destarte, em uma salutar simbiose de migração e interação de costumes, tradição religiosa e de cultura popular!!!

Manifestado esse nosso arroubo de fé e de otimismo na força que representam os festejos juninos para o Brasil, de forma prática e pragmática, pretendemos, doravante, não nos apartar de Jacobina e região e, nesta oportunidade, submeter à reflexão da nossa comunidade o viés sobre a importância do trade turístico, religioso e cultural do mês de junho, para a nossa gente e a nossa economia regional.

Cabe, ainda, antes de abrir propriamente o debate, que sabemos polêmico, en passant, cumprimentar e agradecer a iniciativa empreendedora de alguns dos nossos gestores municipais, que, mesmo isolada e individualmente, às duras penas, dada à limitação de recursos, galhardamente, mantém acesa a fogueira de uma tradição secular, realizando sempre os seus arraiás.

Voltando, porém, a idéia, inicialmente esposada pelo bem sucedido empresário Vicente Micucci, patrício calmonense, da realização de um circuito regional do forró, inevitável é a pergunta que surge e não quer calar: Afinal, que benefícios e que prejuízos traria um evento desse porte à microrregião de Jacobina?

Pelo que temos ouvido, os que são contra alegam que o circuito regional do forró colocaria uma pá de cal nos tradicionais festejos juninos comemorados por alguns dos nossos municípios... Não há como se conciliar os interesses individuais dos municípios, as datas comemorativas de seus padroeiros, com um projeto regionalizado maior... Ah!, Jacobina sairia ganhando, diriam, ainda, os mais bairristas... Enfim, estes seriam alguns dos argumentos que, segundo essa matiz, inviabilizariam o evento regional do forró.

Já a corrente dos que advogam a implantação do circuito regional, a qual nos associamos, entende que um projeto desta magnitude geraria divisas, empregos e renda para todos os municípios, mirando-se nos exemplos de Senhor do Bonfim-Ba., Campina Grande-Pb., e Caruaru-Pe., que tiveram a sua economia alavancada e se tornaram verdadeiros pólos turísticos, com destaque nacional, durante esse período junino, pelo planejamento, organização e execução dos seus mais de trinta dias de forró...

Já nos fizemos e, agora, permitimo-nos, deixar no ar os seguintes questionamentos: Por que há profissionais bem sucedidos e outros, não? Por que temos regiões prósperas e desenvolvidas e outras, não? Então, por que o circuito do forró é uma realidade e gera riquezas em Caruaru, Campina Grande e Senhor do Bonfim e, aqui, em Jacobina, não pode dar certo?

Somos um otimista por formação e preferimos sonhar alto e pensar grande, preferencialmente, de forma regionalizada, para voltarmos a ser fortes.

Despojemo-nos, pois, do egoísmo e do individualismo. Desprendamo-nos das querelas político-partidárias e de interesses menores. Que o partido e a bandeira desfraldados, nessa empreitada, sejam os do desenvolvimento sócio-cultural, político e econômico de Jacobina e sua microrregião. Esta é a nossa conclamação!!!

O nosso grande desafio está na tarefa de – com racionalidade, liderança e sabedoria – aproveitando a força e as raízes culturais e religiosas da nossa gente, conseguir nos unir e planejar a estratégia de conciliar um calendário de festas junino, compatibilizando-o aos interesses dos municípios que já fazem o seu arraiá, contemplando a todos que quiserem participar do circuito regional do forró, onde a infra-estrutura e os custos com bandas e outras atrações típicas serão compartilhados e, por conseguinte, barateados, de cuja parceria naturalmente adviriam os recursos oficiais das diversas esferas de governo e da iniciativa privada, fruto de um projeto vitorioso, porque regionalizado, capaz de gerar riquezas e garantir um futuro de segurança e prosperidade regional.

Afinal, já vaticinou o pensador uruguaio, Eduardo Galeano: "Nós somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.”

A rede Blitz Total de Comunicação, na rádio JFm e on line, enquanto veículo de comunicação e de integração sócio-regional se disponibiliza para integrar essa força tarefa, conclamando os poderes públicos dos municípios da microrregião de Jacobina e toda a sua sociedade civil organizada a, num só arco de forças e alianças, materializar e consolidar o COMITÊ REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO SÓCIO-CULTURAL, POLÍTICO E ECONÔMICO DA MICRORREGIÃO DE JACOBINA, ou que outro nome possa ser dado, como Instituição meio imprescindível a todas as nossas conquistas. Porque o circuito regional do forró de Jacobina, objeto de um sonho só, é um sonho só... Mas, sonhado coletiva e regionalmente, sem dúvida, poderá ser transformado em uma realidade...

UNIDOS SOMOS FORTES, JUNTOS, IMBATÍVEIS!!! (por João Jaques)

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