Nós que moramos em Jacobina, no dia-a-dia, talvez não reparemos o quanto ela é bela e boa de viver. Estar edificada em um vale, entre serras, e possuir dois rios que cortam o seu centro urbano, representa um privilégio natural inigualável. Por outro lado, a conservação de uma cultura secular diversificada, a primazia e beleza do estilo arquitetônico colonial de seus prédios e igrejas, a tempera de um povo bom, ordeiro e trabalhador, dentre outros atributos, justificam o orgulho daqueles que aqui nasceram ou a elegeram para se estabelecer e constituir família, na certeza de estarem escolhendo uma cidade que oferece realmente qualidade de vida.

Claro que Jacobina possui problemas estruturais e, por isso, paga um alto preço por não ter tido, no curso de sua história, Gestores que priorizassem um planejamento sustentável para o seu desenvolvimento. Mas, nem tudo está perdido!  Não sejamos pessimistas nem rancorosos a ponto de não enxergar que temos de avançar e devemos avançar com o olhar fixo no futuro e não preso ao retrovisor, em um rosário de lamentações do que gostaríamos que tivesse sido feito e que, infelizmente, não se fez. E como testemunho de fé e de esperança, vamos dar um voto de confiança àqueles que terão a responsabilidade da Direção futura de Jacobina, seja quem for, acreditando em um governo sério, de participação e, por conseguinte, de todos nós.

O ponta-pé inicial da transformação da cara de nossa cidade, como sugestão, poderia começar com um banho em sua aparência, quando algumas pequenas ações logo seriam empreendidas, atestando a nova fase de sua Administração Municipal...

Imaginemos, pois, uma Jacobina com as suas ruas pavimentadas, sem tantos buracos e em perfeito estado de conservação e uso.  Imaginemos, agora, as balaustradas e o cais dos rios completamente recuperados e pintados. Idem, quanto às calçadas e ao seu meio-fio. Imaginemos, mais, uma cidade limpa e bem iluminada. Agora, lhe convido a conhecer o melhor e mais organizado serviço de trânsito do interior do Estado, com sinalização horizontal, vertical e eletrônica implantada e funcionando, oferecendo, assim, conforto e comodidade ao motorista na hora de circular e estacionar o seu veículo no centro da cidade, sobretudo, nos dias e nas horas de maior fluxo viário... Bem, como se pode ver, são todas ações simples e aparentemente pequenas, em aporte de recursos, mas, que, implementadas, representam muito em importância à imagem de nossa bela e feliz cidade de Jacobina, aguçando como conseqüência o orgulho e o nosso sentimento maior de Jacobinidade.

Não nos custa nada sonhar e isso nos faz muito bem!...

Em seguida, com os horizontes ampliados, novos e grandes desafios serão abraçados pela Administração Municipal, tipo desenvolvimento urbano, saneamento básico e oferta de emprego e, mais uma vez, a determinação, o trabalho compartilhado com a comunidade, a racionalidade no exame das prioridades, a competência e transparência no gerenciamento de recursos e o bom senso, vencerão, resgatando-se, como conseqüência, a auto-estima de sua gente e o respeito a uma Jacobina secular, de um presente planejado e com um futuro de muito mais conquistas!...  Enfim, esta é a CIDADE QUE TEMOS e esta poderá ser a CIDADE que SONHAMOS e QUEREMOS...

REAGE, JACOBINA!      ACORDA E MOSTRA A TUA CARA, A FORÇA DA TUA CIDADANIA!     ENDURECE O JOGO,  JACOBINA!  (por João Jaques)

Ainda, sob o efeito da ressaca das festas juninas/2009, enquanto ser comum, mas, antes de tudo, como um forte e apaixonado nordestino, inquietos e embevecidos com o que acabamos de acompanhar pela televisão, em rede nacional, e, também, por ter participado dando uma espiadinha nos arraiás da microrregião de Jacobina, cá ficamos a meditar:

“pôxa, como são belas e fortes as raízes de nossa gente; como são ricas a nossa história e as nossas manifestações religiosas e culturais; que momento único, mais uma vez, o Brasil experimentou e viveu, de modo particular, o seu povo nordestino!!!

Por força da integração midiática nacional – afinal, somos uma aldeia global - dada a sua relevância na economia nacional, ano após ano, essa plural e diversificada característica de raízes do brasileiro não consegue escapar aos holofotes de outras regiões, igualmente, ricas e fortes, culturalmente, resultando, destarte, em uma salutar simbiose de migração e interação de costumes, tradição religiosa e de cultura popular!!!

Manifestado esse nosso arroubo de fé e de otimismo na força que representam os festejos juninos para o Brasil, de forma prática e pragmática, pretendemos, doravante, não nos apartar de Jacobina e região e, nesta oportunidade, submeter à reflexão da nossa comunidade o viés sobre a importância do trade turístico, religioso e cultural do mês de junho, para a nossa gente e a nossa economia regional.

Cabe, ainda, antes de abrir propriamente o debate, que sabemos polêmico, en passant, cumprimentar e agradecer a iniciativa empreendedora de alguns dos nossos gestores municipais, que, mesmo isolada e individualmente, às duras penas, dada à limitação de recursos, galhardamente, mantém acesa a fogueira de uma tradição secular, realizando sempre os seus arraiás.

Voltando, porém, a idéia, inicialmente esposada pelo bem sucedido empresário Vicente Micucci, patrício calmonense, da realização de um circuito regional do forró, inevitável é a pergunta que surge e não quer calar: Afinal, que benefícios e que prejuízos traria um evento desse porte à microrregião de Jacobina?

Pelo que temos ouvido, os que são contra alegam que o circuito regional do forró colocaria uma pá de cal nos tradicionais festejos juninos comemorados por alguns dos nossos municípios... Não há como se conciliar os interesses individuais dos municípios, as datas comemorativas de seus padroeiros, com um projeto regionalizado maior... Ah!, Jacobina sairia ganhando, diriam, ainda, os mais bairristas... Enfim, estes seriam alguns dos argumentos que, segundo essa matiz, inviabilizariam o evento regional do forró.

Já a corrente dos que advogam a implantação do circuito regional, a qual nos associamos, entende que um projeto desta magnitude geraria divisas, empregos e renda para todos os municípios, mirando-se nos exemplos de Senhor do Bonfim-Ba., Campina Grande-Pb., e Caruaru-Pe., que tiveram a sua economia alavancada e se tornaram verdadeiros pólos turísticos, com destaque nacional, durante esse período junino, pelo planejamento, organização e execução dos seus mais de trinta dias de forró...

Já nos fizemos e, agora, permitimo-nos, deixar no ar os seguintes questionamentos: Por que há profissionais bem sucedidos e outros, não? Por que temos regiões prósperas e desenvolvidas e outras, não? Então, por que o circuito do forró é uma realidade e gera riquezas em Caruaru, Campina Grande e Senhor do Bonfim e, aqui, em Jacobina, não pode dar certo?

Somos um otimista por formação e preferimos sonhar alto e pensar grande, preferencialmente, de forma regionalizada, para voltarmos a ser fortes.

Despojemo-nos, pois, do egoísmo e do individualismo. Desprendamo-nos das querelas político-partidárias e de interesses menores. Que o partido e a bandeira desfraldados, nessa empreitada, sejam os do desenvolvimento sócio-cultural, político e econômico de Jacobina e sua microrregião. Esta é a nossa conclamação!!!

O nosso grande desafio está na tarefa de – com racionalidade, liderança e sabedoria – aproveitando a força e as raízes culturais e religiosas da nossa gente, conseguir nos unir e planejar a estratégia de conciliar um calendário de festas junino, compatibilizando-o aos interesses dos municípios que já fazem o seu arraiá, contemplando a todos que quiserem participar do circuito regional do forró, onde a infra-estrutura e os custos com bandas e outras atrações típicas serão compartilhados e, por conseguinte, barateados, de cuja parceria naturalmente adviriam os recursos oficiais das diversas esferas de governo e da iniciativa privada, fruto de um projeto vitorioso, porque regionalizado, capaz de gerar riquezas e garantir um futuro de segurança e prosperidade regional.

Afinal, já vaticinou o pensador uruguaio, Eduardo Galeano: "Nós somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.”

A rede Blitz Total de Comunicação, na rádio JFm e on line, enquanto veículo de comunicação e de integração sócio-regional se disponibiliza para integrar essa força tarefa, conclamando os poderes públicos dos municípios da microrregião de Jacobina e toda a sua sociedade civil organizada a, num só arco de forças e alianças, materializar e consolidar o COMITÊ REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO SÓCIO-CULTURAL, POLÍTICO E ECONÔMICO DA MICRORREGIÃO DE JACOBINA, ou que outro nome possa ser dado, como Instituição meio imprescindível a todas as nossas conquistas. Porque o circuito regional do forró de Jacobina, objeto de um sonho só, é um sonho só... Mas, sonhado coletiva e regionalmente, sem dúvida, poderá ser transformado em uma realidade...

UNIDOS SOMOS FORTES, JUNTOS, IMBATÍVEIS!!! (por João Jaques)